Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
O empréstimo de Yebda

Depois de uma brilhante vitória (e alinho pelo diapasão dos que defendem que os benfiquistas não podem criticar um golo mal sofrido quando o resultado está 8-0) a péssima notícia de que Hassan Yebda será emprestado. Quem é que vai fazer aquela posição quando Javi Garcia estiver impedido de jogar?

Sempre defendi que Yebda não trata a bola suficientemente bem para poder jogar no meio campo com as responsabilidades  que lhe eram conferidas nos tempos de Quique Flores, No entanto, considero que seria um jogador útil quer para fazer a função que é hoje conferida a Javi Garcia e, especialmente, para fazer o espanhol suar as estopinhas. 

Jorge Jesus declarou que não quis cortar as pernas ao jogador, mas em minha opinião, acaba por cortar as pernas ao Benfica. Não sei se foi Yebda que quis sair (por achar que não teria andamento suficiente para entrar na corrida) ou se foi o Benfica que se quis ver livre do passado recente (muitos dos jogadores que chegaram no ano passado já não moram na luz). O que sei é que o campeonato é longo, que há muitos jogos pela frente e que me parece uma evidência que Yebda poderia ser muito útil a esta equipa. Mais, Yebda vai rodar, por empréstimo, sem um preço definido, o que diz bem ou das esperanças que a direcção deposita nele , ou do paradoxal receio de que o jogador se valorize muito em Inglaterra. Será birra de Jesus?

 



publicado por Miguel Pimentel às 22:11
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Sábado, 29 de Agosto de 2009
Série "Abrir o Apetite!" 2009/2010 (X)

Na ausência do André cabe-me a mim "abrir o apetite" com imagens do último reforço do Benfica: Felipe Menezes. O miudo parece ser bom de bola, ter bons pés e possuir visão de jogo e cultura táctica suficientes para descobrir espaços, sair a jogar e fazer passes "a rasgar". Estará aqui o novo Pablo Aimar?

 



publicado por Miguel Pimentel às 13:22
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Liga Europa - Fase de Grupos

1 - O Benfica assegurou a passagem à fase de grupos da Liga Europa depois de uma vitória segura na Luz e de uma derrota em Poltava onde apenas assegurou os serviços mínimos mas que talvez possa vir a ter um reflexo positivo pela oportunidade que deu a alguns jogadores de poderem acumular minutos nesta competição.

 

2 - O Grupo I é esquisito. Everton, AEK e BATE Borisov. Não é fácil nem é dificil. Não é forte nem é fraco, é assim-assim.Um grupo ingrato para JJ e que não lhe dá margem de manobra. Se passar não lhe darão mais crédito por isso. Se não passar será uma vergonha, E sabemos, pela experiência da época passada o quão marcante pode ser, mesmo em termos internos, um falhanço clamoroso nas provas europeias.

 

3 - Dito isto, só há um caminho. Arrepiá~lo. Entre traumas gregos e deslocações a leste considero que o pedaço menos espinhoso deste grupo ingrato, esquisito e assim-assim é mesmo o Everton.

 

 A ver vamos...



publicado por Miguel Pimentel às 13:09
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Os Duques da jornada

Depois dos posts do Pedro Pavia Saraiva a analisar as incidências da jornada, nomeadamente, dos jogos Vitória de Guimarães - Benfica e FCP – Nacional,  e aproveitando alguma da benevolência com que nos presenteou para aguçar a língua, deixo-vos aqui os meus “duques”,  as figuras que, em meu entender personificariam as cartas mais baixas do baralho se tudo não passasse de um jogo de cartas:

Cardozo: a merecer cuidado e reflexão o caso de um jogador (para mim o melhor avançado desta liga) que nunca tinha falhado um penalty ao serviço do SLB mas que desde o arranque da temporada já leva 3 falhanços no currículo. Não, hoje não foi mérito do GR mas demérito de Cardozo que rematou para o único sítio que considero proibido na marcação de um penalty (i.e., rasteiro e para o meio da baliza).

 

Quim: sou obrigado a retomar a velha discussão. Apesar do remate difícil de parar, Quim largou para a frente uma bola que só por milagre não deu o 1-0 ao Vitória numa altura em que este já se encontrava com menos um jogador em campo. É apenas mais um facto a juntar a todos os outros, já aqui dissecados, e que a meu ver consubstanciam o que começa a ser uma aberração: a permanência de Moreira no banco de suplentes.

 

 

 

 

Jorge Jesus: O “mestre da táctica” tarda a impor-se dentro de portas. Não obstante o futebol mais prático e vistoso ser, sem dúvida, uma melhoria significativa em relação a épocas anteriores, a verdade é que, a meu ver, Jorge Jesus volta a perder no confronto táctico contra um treinador português. E se no jogo com o Marítimo se pode dizer, em seu favor, que o Benfica, apesar do empate, massacrou o adversário, hoje, tal não foi o caso. Pelo contrario, o Vitória foi melhor que o Benfica quer com 11 quer com 10 munindo-se de estratégias e dispositivos tácticos diferentes em função das necessidades. Apesar do 0-1 final, que me alegra pelos 3 pontos mas que não espelha em nada o que se passou dentro do campo, é caso para dizer que Jorge Jesus perdeu tacticamente para Nelo Vingada duas vezes no mesmo jogo.

Num plano mais técnico pergunto: será que Jorge Jesus achou mesmo que resolvia o jogo trocando Saviola (avançado experiente) por Keirrison (jovem promessa em fase de adaptação) e retirando Aimar do terreno de jogo????

A somar a isto há o caso Cardozo. A Cardozo pode dizer-se que tem marcado mal os penaltis (ele que sempre os cobrou de forma exímia). A Jesus pode apontar-se: 1) o facto de, depois dos dois falhanços anteriores, não ter corrigido nos treinos eventuais lacunas na cobrança deste tipo de livres; 2) o facto de insistir com Cardozo quando é por demais evidente que o jogador se deixou afectar psicologicamente com estes pequenos insucessos devendo por isso ser protegido sob pena de tal instabilidade poder alastrar aos níveis de confiança gerais do jogador; 3) o facto de, aparentemente, não promover a participação activa de um psicólogo do desporto na preparação da equipa; são estes profissionais (e não os treinadores) os agentes indicados para trabalhar os aspectos psicológicos ligados a  estes pequenos contratempos.

 João Ferreira: Não vou discutir o penalty que abriu o caminho à vitória do Porto. Mas, noto seguinte: o árbitro, colocado a cerca de 10

 metros da jogada, assinalou pontapé de canto; o juiz de linha assinalou penalty; o árbitro recebeu a interpretação do juiz de linha; Não será esta sequência suficiente para algum comedimento na distribuição de cartões a jogadores do Nacional? Não terá sido a actuação da dupla de arbitragem responsável por alguma perda de calma da parte dos jogadores do Nacional? Não será essa perda de calma inerente à própria competitividade do jogo? Quantas vezes já assistimos a cenas parecidas sem que daí advenham consequências disciplinares? Não será legitima a interrogação de Bracalli: “Se fosse ao contrário os árbitro expulsava os jogadores do Porto?”

Para já não digo mais nada mas fico à espera das próximas cenas de arbitragem sendo certo que por aqui haverá sempre quem julgue com isenção os lances polémicos independentemente das cores das camisolas.

 



publicado por Miguel Pimentel às 03:53
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Domingo, 16 de Agosto de 2009
Vai começar a Liga... Boa sorte, malta!

Mais logo, às 20h15m, o Benfica estreia-se na Liga Sagres 2009/2010. O jogo com o Maítimo terá lugar no Estádio da Luz e será transmitido pela Sporttv1.

 

Cumpre aqui deixar uma palavra de apreço ao Presidente Luís Filipe Vieira e ao Director Desportivo Rui Costa pelo esforço que ambos fizeram para reforçar o nosso plantel. Em especial, pela chegada de jogadores como o Saviola ou o Javi García. Apesar dos resultados desportivos não terem aparecido nas últimas temporadas, é notável a capacidade que esta Direcção tem demonstrado para contratar jogadores de nível superior.

 

Esperamos que toda a equipa tenha motivação e determinação para o campeonato que agora se inicia. Ao Jorge Jesus, o timoneiro deste grupo, pedimos o trabalho e a dedicação que o caracterizam, mas também que não invente como o seu antecessor tanto gostava de fazer. Seja simples e escolha aqueles que estiverem em melhores condições nas suas posições de origem. E porque também é preciso, desejamos sorte.

 

Força, Malta! Vamos a eles!



publicado por Pedro Ribeiro e Castro às 15:34
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Obviamente, Moreira!

Perante o apaixonado debate que se vem produzindo neste nosso espaço sobre quem deve ser o dono da baliza do Benfica não resisto a dizer o seguinte:

Moreira,  é mais novo, é mais seguro, joga melhor com os pés, é melhor entre os postes e, não tivesse sido transformado em bode expiatório de uma goleada em que foi o melhor em campo (num ano em que até fomos campeões) e posteriormente atormentado por lesões, seria neste momento indiscutível, não só na baliza do Sport Lisboa e Benfica como da selecção nacional.

 

 

Quim é bom guarda redes. Ponto. Não é capaz de defesas como as que são ilustradas no vídeo (atentem na parte dedicada aos autênticos milagres feitos por Moreira contra o Rosenborg) e estou convencido que, com igual rodagem, Moreira vale muito mais pontos que Quim.

 

PS: Não comparo os assobios dos sócios com o dedo esticado de Quim a mandar calar os sócios que o estavam a aplaudir. Os assobios dos benfiquistas à sua própria equipa tiram-me do sério, chateiam-me. O gesto, deselegante, mal-educado, despropositado de Quim é, ou deveria ser, assunto disciplinar. Quem quer jogar na luz, aguenta-se à bronca, e Quim sabe disso (ou devia saber).



publicado por Miguel Pimentel às 01:54
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
"O dinheiro não cai do céu"

Nota prévia: o presente texto incide apenas sobre gestão, única e exclusivamente gestão desportiva.

 

Depois de algum tempo afastado destas lides, permitam-me regressar ao nosso blog para comentar algo proferido recentemente pelo Presidente do Benfica. Luís Filipe Vieira, quando confrontado com as dívidas do clube e com o dinheiro gasto com as contratações para a equipa de futebol, adiantou saber perfeitamente o que fazer e afirmou: "o dinheiro não cai do céu". Com o devido respeito, não consigo compreender esta frase. Não pelo que significa, mas pela realidade do nosso clube.

 

Já estamos habituados ao discurso populista de marketing quanto à marca Benfica, mas a verdade é que não temos receitas como o Real Madrid ou o Manchester United. Não conseguimos vender camisolas em número suficiente que paguem o preço dos activos adquiridos e não temos capacidade para cobrar 1 a 5 milhões de euros por um jogo em terras asiáticas ou americanas.

No que respeita aos patrocínios, o negócio com a Sagres, apesar de aparentemente significativo, ameaça consubstanciar-se ruinoso para os cofres do Benfica. É que além de hipotecar os próximos 12 anos (o que corresponde a 4 direcções), o dinheiro já terá sido depositado directamente no BES.

Também não temos capacidade para valorizar os nossos activos, raramente temos lucro com as dezenas de jogadores que passam pelos nossos plantéis e desprezamos aqueles com os quais despendemos muito dinheiro. Os casos de Makukula ou Balboa (dispensados quase sem jogar) são exemplo disso mesmo: cada um custou cerca de € 4,5M.

Por último, temos gasto uma média de € 30M por ano, nas últimas três temporadas. Como nunca antes visto, vários jogadores foram contratados acima dos € 5M. Na sua grande maioria, tratam-se de jogadores estrangeiros pouco conhecidos ou com pouca capacidade para vingar no futebol português. O mercado nacional é frequentemente esquecido.

Isto sem esquecer a série de multas atrás de multas que têm sido aplicadas ao nosso clube pela CMVM devido a incumprimentos sucessivos das disposições legais. Verdadeiramente lamentável.

 

Cedo aprendi que quem não tem dinheiro não tem vícios. Mas o que é certo é que temos tido comportamentos de clube rico. E com os números que são conhecidos, face ao aumento da despesa e com poucas fontes de receita, muitas são as dúvidas, legítimas, que se levantam...

Será mesmo caso para perguntar: se o dinheiro não vem do céu, será que que encontraram uma mina de ouro ou um poço de petróleo debaixo da Catedral?



publicado por Pedro Ribeiro e Castro às 20:42
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
O maior do Mundo

A Futebol Finance apresentou hoje a lista dos dez clubes com mais sócios em todo o Mundo. Sem surpresas o nosso Benfica encabeça a Lista com 171.000 sócios.

 

1. SL Benfica Portugal 171.000            
2. FC Barcelona Espanha 163.000            
3. Manchester United Inglaterra 151.000            
4. Bayern Munique Alemanha 146.000            
5. FC Porto Portugal 115.000            
6. Internacional PA Brasil 100.000            
7. Sporting CP Portugal 96.000            
8. Real Madrid Espanha 92.000            
9. River Plate Argentina 82.000            
10. Schalke 04 Alemanha 72.000



publicado por Pedro Pavia Saraiva às 22:21
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Mais do mesmo

Mais uma boa exibição, mais uma vitória e mais um torneio. E das participações em três torneios de pré-época (Guadiana, Amesterdão e Guimarães) vêm para a já tão preenchida sala de troféus do nosso clube mais três taças.

Estes jogos valem o que valem. O Benfica já é conhecido como o campeão das pré-épocas, mas este ano é diferente. Este ano o Benfica joga, mas joga bem! Ganha, e ganha bem! Este ano há uma táctica, há um onze base e há boas soluções no banco.

Enviou-me no fim do jogo, um grande amigo meu e companheiro de cativo, uma mensagem que dizia simplesmente "Estou com um feeling que é este ano". Eu também tenho esse feeling. Não como nos outros anos. Este ano é um sentimento que se baseia numa equipa forte e coesa, num treinador que confirmadamente sabe o que faz e uma equipa que tem prazer em jogar á bola.

Meus amigos, este é o ano do Benfica!

E Pluribus Unum, todos unidos pelo Benfica!

 



publicado por Pedro Pavia Saraiva às 00:08
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Benfica do Mundo!

Este post começou por ser um comentário ao post "Benfica de Portugal" do André Couto. Vou tentar explicar quais são, a meu ver, as razões que tornaram o Benfica na tal Sociedade das Nações de que o André fala.

Eu não acredito que se o LFV ou o Rui Costa se encontrarem perante um jogador português e um estrangeiro da mesma qualidade optem pelo estrangeiro. Principalmente o nosso director desportivo. Não por ser, para muitos benfiquistas (não sou um deles) a personificação de Deus mas porque também ele foi jogador de futebol, e sabe melhor que ninguém as necessidades, medos e anseios dos atletas portugueses.

O que se passa é muito simples: falta de credibilidade, competência, visibilidade, competitividade do nosso campeonato. E aí a culpa não é do Benfica. Os bons jogadores portugueses com pouco mais de 20 anos já estão nos grandes clubes europeus (veja-se Simão, Ronaldo, Rui Costa, Figo ou Pauleta entre tantos outros). Querem "dar o salto", e esse mesmo salto já não é para o Benfica como era nos anos 60. É para o Real Madrid, Man Utd, Milan etc. Quer queiramos quer não o nosso campeonato não é atractivo para os grandes jogadores, portugueses incluídos.

O Benfica não tem capacidade financeira de atração para ir buscar um grande jogador português. E como tal entre um português mediano e um estrangeiro melhor escolhe o estrangeiro. Isto é duro? É, mas é a consequência do Mundo globalizado em que vivemos e é a unica forma do clube se manter competitivo e ganhar títulos. E esse é o objectivo do clube, ganhar títulos. Se me perguntarem se prefiro onze Zés e Antónios ou onze Pablos eu obviamente prefiro Antónios. Mas mais que isso quero vê-los a levantar taças. Sejam eles portugueses, chineses ou costa-marfinenses.

Muito mais grave parece-me a "invasão" da nossa selecção nacional por estrangeiros, mas isso ficará para um novo post...



publicado por Pedro Pavia Saraiva às 16:05
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Benfica de Portugal!

Ver o Benfica entrar em campo sem lusa alma, sem um único jogador daqueles que, sendo benfiquistas ou não, cresceram a ver o Benfica jogar e prosperar, foi uma dor de espírito. Depois de detectada esta falha, não fosse ela evidente, ver o prosseguir dos dias, o chegar de mais reforços e contar que em oito continua a não haver um único português, é a meu ver um crime.

Sim, o Benfica está a jogar bem, sim, parece estar no bom caminho. Mas até que ponto isso é tudo o que interessa? Até que ponto é saudável e desejável saber que na maioria desta época estarão menos de dois jogadores portugueses em campo?

A identidade e a cultura de um clube é o que de mais profundo e valioso ele tem, ver o Benfica como uma indústria de comissões e negociatas com empresários e clubes de todo o mundo, desligando-o daquelas que são as suas raízes, é uma forma ruinosa de gerir o clube, é delapidar o seu património, obliterar e deixar perdida no tempo a sua cultura.

Recordo que ainda há poucas décadas o Benfica jogava apenas com portugueses e que foi assim que conquistou o que de mais precioso tem no Museu do Clube. Assim se formaram ao longo de décadas dezenas de históricos que hoje alimentam as ilusões e os sonhos, a alma e a mística. Continuando desta forma em breve restará uma amálgama de nada, um clube com uma história longínqua e identidade desconhecida.

O Benfica é um clube de raízes bairristas, o clube de todos os Bairros de Portugal. O Benfica não é a Sociedade das Nações e não será assim que recuperará o respeito que um dia todos lhe tiveram.

 

(também no Delito de Opinião)


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publicado por André Couto às 15:25
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
O choro dos mariquinhas (II)

Perante isto não me ocorre nada mais eloquente do que dizer que a choradeira, a pieguice, a mariquice, enfim o drama, o horror continuam por bandas de Alvalade...

Agora foi a emissão de um comunicado ridículo que me fez bisar, com tão poucas horas de diferença, sobre o mesmo tema. Ora vejamos:

Segundo o Sporting "branquearam-se situações graves como, por exemplo, a da posse de bilhetes por parte da claque 'No name boys' que é uma organização de adeptos não legalizada e o objectivo confessado pelos membros da referida claque às autoridades policiais de que se haviam deslocado à Academia apenas para 'acabar com o jogo'."

 

Pergunta-se:

1) Sendo uma claque não legalizada como é que podem asseverar que os adeptos que se identificaram como sendo dos No Name Boys são mesmo dos No Name Boys?

2) O que é que era suposto? Entrarem no recinto de alcochete sem pagar bilhete?

3) Não pode a frase "viemos para acabar com o jogo" ser interpretada de diversas maneiras alternativas, por exemplo, viemos para apoiar a nossa equipa e assim acabar com o jogo e ir para casa festejar a conquista do campeonato de juniores?

4) Ainda que assim não fosse que ilação pode o Direito Desportivo tirar das declarações de algumas pessoas expressando a vontade de acabar com um jogo de futebol?

5) Se os adeptos benfiquistas estavam a fazer desacatos o que é que o sporting fez para o impedir? Foi Incompetência, ou, afinal, o que queriam era mesmo acabar com o jogo para poderem chorar um bocadinho?

 

Por fim, peço-vos o favor de olharem 1 minuto para esta fotografia:

 

 

Agora:

1) Admitindo que os adeptos de verde são do sporting?

2) Admitindo que os polícias não são dos No Name Boys (até porque os No Name ao que parece tinham bilhetes e os polícias, acho, estavam ali em trabalho);

3) Admitindo que a presença de tantos individuos vestidos de amarelo canário é um incidente e não significa que o Paços de Ferreira tenha provocado a invasão;

 

Quantos adeptos do Benfica se contam na imagem?

Pois é... é fazer as contas... 

 

PS: Mais a sério, só posso aplaudir a decisão da Direcção do Sport Lisboa e Benfica de recorrer deste acórdão caso entenda que o mesmo aplica mal os regulamentos e demais legislação desportiva aplicável.



publicado por Miguel Pimentel às 01:12
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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009
O choro dos mariquinhas

É sempre a mesma conversa. Para os lados de Alvalade, sempre que alguma decisão administrativa desagrada a marqueses, marquesas, condes, condessas, viscondes, viscondessas, pajens, bobos e demais realeza e vassalagem, “aqui d’El rei que nos estão a prejudicar”.

Tal como José Eduardo Bettencourt, ainda não li o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Por isso limito-me a falar de bom senso. Eis os factos.
 A agremiação “A” recebe o clube “B” em jogo decisivo para a atribuição de um título de juniores. De acordo com o percurso realizado até então a agremiação “A” só poderá ser campeã se vencer a partida, enquanto o clube “B” sairá vencedor em caso de empate ou vitória sobre a agremiação “A” nesse mesmo jogo.
 A agremiação “A” organiza o jogo em recinto secundário. O clube “B” manifesta discordância face à escolha de recinto uma vez que, em seu entender, o local escolhido não oferece condições de segurança adequadas para a realização da partida. A agremiação “A” discorda e o jogo realiza-se mesmo em recinto secundário. As autoridades desportivas responsáveis, bem como as forças de segurança são coniventes com a decisão da agremiação “A”.
Quer a agremiação “A” quer o clube “B” têm adeptos. Adeptos esses que comparecem no dito recinto secundário. É sabido que o clube “B” tem muito mais adeptos que a agremiação “A”. É a vida… O jogo começa e ainda há adeptos do clube “B” (tantos…) a querer entrar. As forças de segurança perdem o controlo da situação e acontecem desacatos que levam à invasão do recinto secundário por adeptos quer da agremiação “A” quer do clube “B”. De tal modo assim foi que o presidente da agremiação “A” entrou em campo (participando da invasão) para sossegar os adeptos da agremiação "A". O jogo é interrompido, e posteriormente adiado sine die.
 Há regulamentos. Regulamentos que prevêem sanções várias, quer desportivas quer pecuniárias. Falemos das primeiras. O que fazer?
1)      Penalizar o clube “B”, que anteviu a situação, alertou as autoridades para a mesma e ainda apelou aos senhores viscondes que transferissem o local do jogo para outro local com mais condições que o recinto secundário?
2)      Penalizar a agremiação “A” por ter insistido na organização de um jogo de alto risco em campo secundário e não ter sido capaz de assumir essa responsabilidade o que levou a que os adeptos, demasiados, se envolvessem em lamentáveis cenas de pancadaria (que não ilustram nem o clube "B" nem a agremiação "A" que evoluíam em campo, mas que, diga-se, eram de prever)? 
3)      Salomonicamente penalizar quer a agremiação “A” quer o clube “B”, sabendo que em consequência dessa opção a classificação não sofrerá alterações?
4)    3) só é opção se com isso o FC. Porto for campeão.
5)     Em qualquer caso, repreender (pelo menos) os responsáveis da entidade supervisora do desporto no país onde tudo isto se passou pelo facto de terem sido coniventes na irresponsabilidade apenas assacável à agremiação “A” por ter decidido organizar o jogo onde não devia, nisso partilhando idênticas responsabilidades.
 
Cada um, com base no respectivo bom senso, se o tiver, que responda por si às perguntas enunciadas supra.
 
Por mim limito-me a dizer:
a)     Parabéns aos juniores do Benfica pelo título de campeões nacionais (espero uma estrondosa ovação no primeiro jogo oficial no Estádio da Luz);
b)      Se fosse jornalista a minha manchete seria: “Organizou jogo de risco no pátio do jardim-escola e ainda chorou por cima"

 



publicado por Miguel Pimentel às 16:36
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
O Negócio de... SIMÃO e o de... REYES

 

No dia 26 de Julho de 2007, a Administração da Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD informou a CMVM sobre a transferência do Simão Sabrosa para o Atlético de Madrid, a qual foi concretizada pelo valor de € 20.000.000, acrescido do direito de opção sobre a contratação de dois atletas do clube espanhol.

No dia 7 de Agosto de 2008, informou-se a CMVM sobre o empréstimo de José António Reyes, por uma época e com direito de opção de compra sobre 75% dos direitos desportivos do jogador, considerando que o Benfica havia garantido desde logo 25% pelo pelo montante de € 2.650.000.

 

TRÊS PERGUNTAS AOS DIRIGENTES ENCARNADOS

P1: Alguém me pode explicar porque é que, volvidos dois anos, o Benfica ainda não contratou os jogadores do Atlético de Madrid a que tem direito?

P2: Em particular, porque é que não se contrata o Reyes utilizando um dos direitos de opção do negócio do Simão?

P3: Se bem me lembro, o Benfica teria direito a receber mais € 5.000.000 se não adquirisse os tais dois jogadores do Atlético... Então porque não reclamar essa verba e a utilizar para a contratação definitiva do Reyes?



publicado por Pedro Ribeiro e Castro às 01:30
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Regresso ao Futuro (3/3)

Em jeito de conclusão, e no seguimento dos dois posts anteriores, cumpre apontar três das razões para a falta de títulos do nosso glorioso.

 
1 - As trocas constantes de treinadores, muitos estrangeiros, com visões diferentes da realidade nacional e com maneiras completamente diferentes de pensar, não é nada benéfico. Aliás, estas mudanças têm acontecido também ao nível dos adjuntos e ao nível das camadas jovens.
2 - É impossível criar um grupo unido, coeso e entrosado quando em todas as épocas se começam novos projectos. As entradas e as saídas de jogadores têm que ser reduzidas ao mínimo indispensável. Os acertos do plantel não podem ser uma constante, mas sim uma excepção.
3 - O Benfica tem recusado fazer um esforço financeiro para continuar com os jogadores portugueses, da casa, e estrangeiros que têm muita qualidade e que dão resultado (último exemplo: Reyes). Ao invés, são contratados atletas estrangeiros, desconhecidos e com dificuldades óbvias na adaptação àquele que é o maior clube português.
 
Por isso mesmo, até nem se percebe porque não se aposta no mercado nacional ou nas camadas jovens.
 
Mesmo, mesmo para terminar, considero a equipa do Futsal um exemplo a seguir. Primeiro, porque tem como treinador o André Lima, jovem e ambicioso, mas acima de tudo ex-jogador do Benfica. Depois, porque o plantel é constituído, na sua maioria, por jogadores portugueses. E, mais, porque jogadores como Bebé, Pedro Costa, Arnaldo, Zé Maria, Gonçalo Alves, Ricardinho e as recentes contratações Mário Carreiras e Joel Queirós são presenças habituais nas convocatórias de Portugal.
 
Os jogadores do Benfica têm que ser a base da nossa Selecção Nacional!


publicado por Pedro Ribeiro e Castro às 15:47
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Regresso ao Futuro (2/3)

Não negamos que têm passado excelentes jogadores pela Luz, mas apenas às pinguinhas, com equipas objectivamente desequilibradas e com resultados desportivos fraquíssimos.

 
No Futebol, lembramos os enormes guarda-redes Preud'Homme e Enke, mas sem equipa à sua altura. Pelo clube passaram os centrais Gamarra e Marchena, os laterais Miguel e Léo, ou os médios Poborski, Tiago e M.Fernandes, mas não houve capacidade para os segurar muito tempo.  A nossa camisola foi também vestida por nomes como Amaral, Ednilson, Miccoli ou Rodriguez, e esta época por Suazo e Reyes (porque não o contratam de vez?), mas é sempre por empréstimo sem compra. É verdade que também lembramos os vários anos de Petit e Simão ou de Luisão e Nuno Gomes de águia ao peito, mas sempre com muitas mudanças, inclusive em sede de treinadores... Balanço: apenas 1 campeonato nacional.
 
No Baquetebol, com vários jogadores a entrar e a sair, a alegria dos adeptos foi desaparecendo. Vá lá que agora o Sérgio Ramos regressou para liderar uma fantástica equipa, mas foi um deserto de títulos igualmente longo... Balanço: campeões 14 anos depois.
 
E no Hóquei em Patins, igualmente mau, com uma presença intermitente do líder Carlos Dantas e com a perca de grandes nomes da modalidade como Panchito, Mariano ou Filipe Gaidão. A actual equipa tem qualidade, mas é muito jovem e pouco experiente... Balanço: último campeonato em 98.
 

Há ainda a referir o que se passou há um ano com o Andebol, em que após uma época brilhante e a poucas semanas da decisão do título nacional, o clube dispensou o treinador Alexander Donner, sem quaisquer explicações. O trabalho foi feito e a excelente campanha culminou com a conquista do título nacional. Não obstante, o treinador não ficou mesmo.



publicado por Pedro Ribeiro e Castro às 15:46
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Regresso ao Futuro (1/3)

Agora que as eleições ja lá vão (até ver), concentremo-nos no mais importante: o planeamento da nova época desportiva 2009/2010, nas várias modalidades.

 

Cresci a ver o Benfica vencer em várias frentes. Nos finais da década de 80, princípios da de 90, o nosso clube era imparável no Futebol, no Basquetebol e no Hóquei em Patins.

 

Quem não se lembra do tridente de jogadores suecos comandados por Ericksson, dos patrões da defesa que eram Ricardo Gomes e Mozer ou das incursões rápidas do César Brito, Ailton ou Paneira... Quem não se lembra dos remates do Isaías ou do Yuran, da classe de Paulo Sousa e Kulkov e da genialidade de Valdo, primeiro, e Rui Costa, depois... Quem não se lembra do último grande capitão Veloso... Todos nos lembramos, claro!

Nas modalidades amadoras, lembramos o quintento composto por Carlos Lisboa, Pedro Miguel, Jean-Jacques, Steve Rocha e Plowden (e ainda Seixas e Guimarães), no Basquetebol, e o cinco José Carlos, Vítor Fortunato, Paulo Almeida, Luís Ferreira e Rui Lopes (e também Ricardo Pereira), no Hóquei em Patins. Obviamente, também estes deixaram muita saudade.

 

Em comum, todos esses jogadores partilharam o campo em comum e vestiram a camisola do Benfica por várias épocas. Infelizmente, nos últimos 15 anos, temos dado espectáculo, não em campo, mas antes em sede de mercado de transferências. Muitos atletas entram, muitos saem. Alguns entram e saem. Quase todos sem qualidade. Centenas! Assim não pode ser. 



publicado por Pedro Ribeiro e Castro às 13:36
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Por um Benfica ao vivo e a cores no Século XXI!

Correndo o risco de no momento em que escrevo, por não ter acesso à internet, estar já completamente desactualizado face ao avassalador fluxo de informação que corre sobre o Sport Lisboa e Benfica por estes dias, decidi ainda assim aproveitar o tempo morto de uma viagem em trabalho para fora do pais e partilhar algumas reflexões sobre o nosso clube.

Não deixa de ser curioso pensar que, pelo facto de as eleições terem sido antecipadas (e apenas por isso), não me ser permitido exercer o meu direito de voto nas próximas eleições. Os entorses democráticos não prejudicam apenas as instituições mas efectivamente retiram direitos às pessoas que as corporizam, que as fazem, que as vivem.

Posso dizer hoje, com segurança, que não vou votar nestas eleições porque Manuel Vilarinho não deixou.

Mas, saltando sobre este processo eleitoral, que é menos que vergonhoso, e que consubstancia um golpe na credibilidade do Sport Lisboa e Benfica (que nem a história do clube nem os seus sócios mereciam), proponho-me reflectir sobre o Futuro.

Facto: Se o F.C. Porto conquistar 3 títulos na próxima temporada e o Sport Lisboa e Benfica ficar em branco, passaremos a ocupar a segunda posição em termos de n.º de troféus conquistados.

Facto: eu ainda sou do tempo (e só tenho 28 anos) em que podia dizer “o Benfica tem tantos campeonatos como todos os outros clubes juntos (a contabilidade, à época, incluía o Campeonato Nacional ganho pelo Belenenses).

 

 



publicado por Miguel Pimentel às 01:35
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