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E Pluribus Unum

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24
Ago09

Os Duques da jornada

Miguel Pimentel

Depois dos posts do Pedro Pavia Saraiva a analisar as incidências da jornada, nomeadamente, dos jogos Vitória de Guimarães - Benfica e FCP – Nacional,  e aproveitando alguma da benevolência com que nos presenteou para aguçar a língua, deixo-vos aqui os meus “duques”,  as figuras que, em meu entender personificariam as cartas mais baixas do baralho se tudo não passasse de um jogo de cartas:

Cardozo: a merecer cuidado e reflexão o caso de um jogador (para mim o melhor avançado desta liga) que nunca tinha falhado um penalty ao serviço do SLB mas que desde o arranque da temporada já leva 3 falhanços no currículo. Não, hoje não foi mérito do GR mas demérito de Cardozo que rematou para o único sítio que considero proibido na marcação de um penalty (i.e., rasteiro e para o meio da baliza).

 

Quim: sou obrigado a retomar a velha discussão. Apesar do remate difícil de parar, Quim largou para a frente uma bola que só por milagre não deu o 1-0 ao Vitória numa altura em que este já se encontrava com menos um jogador em campo. É apenas mais um facto a juntar a todos os outros, já aqui dissecados, e que a meu ver consubstanciam o que começa a ser uma aberração: a permanência de Moreira no banco de suplentes.

 

 

 

 

Jorge Jesus: O “mestre da táctica” tarda a impor-se dentro de portas. Não obstante o futebol mais prático e vistoso ser, sem dúvida, uma melhoria significativa em relação a épocas anteriores, a verdade é que, a meu ver, Jorge Jesus volta a perder no confronto táctico contra um treinador português. E se no jogo com o Marítimo se pode dizer, em seu favor, que o Benfica, apesar do empate, massacrou o adversário, hoje, tal não foi o caso. Pelo contrario, o Vitória foi melhor que o Benfica quer com 11 quer com 10 munindo-se de estratégias e dispositivos tácticos diferentes em função das necessidades. Apesar do 0-1 final, que me alegra pelos 3 pontos mas que não espelha em nada o que se passou dentro do campo, é caso para dizer que Jorge Jesus perdeu tacticamente para Nelo Vingada duas vezes no mesmo jogo.

Num plano mais técnico pergunto: será que Jorge Jesus achou mesmo que resolvia o jogo trocando Saviola (avançado experiente) por Keirrison (jovem promessa em fase de adaptação) e retirando Aimar do terreno de jogo????

A somar a isto há o caso Cardozo. A Cardozo pode dizer-se que tem marcado mal os penaltis (ele que sempre os cobrou de forma exímia). A Jesus pode apontar-se: 1) o facto de, depois dos dois falhanços anteriores, não ter corrigido nos treinos eventuais lacunas na cobrança deste tipo de livres; 2) o facto de insistir com Cardozo quando é por demais evidente que o jogador se deixou afectar psicologicamente com estes pequenos insucessos devendo por isso ser protegido sob pena de tal instabilidade poder alastrar aos níveis de confiança gerais do jogador; 3) o facto de, aparentemente, não promover a participação activa de um psicólogo do desporto na preparação da equipa; são estes profissionais (e não os treinadores) os agentes indicados para trabalhar os aspectos psicológicos ligados a  estes pequenos contratempos.

 João Ferreira: Não vou discutir o penalty que abriu o caminho à vitória do Porto. Mas, noto seguinte: o árbitro, colocado a cerca de 10

 metros da jogada, assinalou pontapé de canto; o juiz de linha assinalou penalty; o árbitro recebeu a interpretação do juiz de linha; Não será esta sequência suficiente para algum comedimento na distribuição de cartões a jogadores do Nacional? Não terá sido a actuação da dupla de arbitragem responsável por alguma perda de calma da parte dos jogadores do Nacional? Não será essa perda de calma inerente à própria competitividade do jogo? Quantas vezes já assistimos a cenas parecidas sem que daí advenham consequências disciplinares? Não será legitima a interrogação de Bracalli: “Se fosse ao contrário os árbitro expulsava os jogadores do Porto?”

Para já não digo mais nada mas fico à espera das próximas cenas de arbitragem sendo certo que por aqui haverá sempre quem julgue com isenção os lances polémicos independentemente das cores das camisolas.

 

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